A importância dos intervalos entre séries de musculação.







INTERVALO ENTRE SÉRIES DE MUSCULAÇÃO

 No treinamento de força, diversos fatores
são influenciados pela duração do intervalo de descanso entre as séries,
como: recuperação das fontes de energia, concentrações sangüíneas de lactato, quantidade de trabalho realizado (carga x
repetições) e capacidade neural.
Séries com números
elevados de repetições e curtos intervalos de descanso apresentam maior
acúmulo de lactato. Com relação ao número de
repetições, Abernethy & Wehr
(1997) demonstraram que protocolos que utilizaram 15RM apresentam maiores
concentrações de lactato no sangue quando comparado
com 5RM.

Resultados similares
foram encontrados por Kraemer et
al. (1990) ao comparar treinos de 10 e 5RM. Ao analisar os efeitos de
diferentes intervalos entre as séries, Kraemer et al. (1990) verificaram que a realização de séries de
10RM com um minuto de intervalo promove um maior acúmulo de lactato em comparação a séries com três
minuto
. Deste modo, é possível inferir que a utilização de intervalos
curtos (1 minuto) favoreça um maior acúmulo de metabólitos,
o que pode ser benéfico para se promover ganhos de força e hipertrofia. Desta
forma, pode-se sugerir intervalos curtos entre as séries com estímulos
metabólicos, pode ser uma estratégia eficiente mesmo que sejam utilizadas
cargas relativamente baixas (Takarada & Ishii, 2002).

Por outro lado, ao
considerarmos os fatores neurais, recomenda-se um maior intervalo de descanso
entre as séries para haja uma melhor recuperação do sistema nervoso e
energético, o que possibilitará ativar uma quantidade suficiente de unidades
motoras capazes de suportar a mesma carga e realizar o mesmo trabalho na
próxima série (Kraemer e Hakkinen,
2004). Neste caso, para minimizar a fadiga e aumentar a capacidade de
desenvolver força, alguns autores sugerem intervalos de dois a quatro minutos
(Woods et al., 2004), no
entanto esta recomendação pode chegar a oito minutos em treinos específicos
de atletas de força e potência muscular (Verkhoshansky,
1998).

De fato é verificado que
intervalos curtos de descanso dificultam, ou até mesmo impossibilitam que se
realize o mesmo trabalho nas séries subseqüentes. Richmond
& Godard (2004), verificaram que intervalos mais longos possibilitam que
as séries seguintes sejam realizadas com maior número de repetições,
contribuindo para um maior volume de trabalho. Kraemer
(1997) verificou que três minutos de descanso entre as séries foi suficiente
para que atletas de futebol americano completassem 10RM no Leg Press e no Supino com a
mesma carga da série anterior, no entanto o mesmo não ocorreu com um minuto
de intervalo.

Por
outro lado, ao avaliar homens moderadamente treinados Willardson
& Burket (2005), concluíram que mesmo com cinco
minutos de intervalo não foi possível realizar o mesmo trabalho em quatro
séries de supino ou agachamento com carga de 8RM. Resumindo, treinos com
características metabólicas são mais eficientes com intervalos curtos de
descanso entre as séries, pois o objetivo é aumentar as concentrações de metabólitos. Já treinos com características tensionais o intervalo deve ser longo para se obter uma
recuperação neural adequada (Gentil, 2005).
Entretanto, é essencial que haja uma manipulação cuidadosa do intervalo de descanso
para evitar um estresse inadequado e desnecessário.




  O exercício resistido (ER) possui um papel
importante na prescrição de atividades físicas, sendo recomendado por muitas
organizações da área de saúde (1), com a finalidade de promover melhoras
funcionais, estéticas e terapêuticas (2). As adaptações fisiológicas
promovidas pelo ER são caracterizadas em função da manipulação de diversas
variáveis, como: tipo, ordenação e forma de execução dos exercícios; número
de séries e repetições; intensidade; velocidade de movimento e intervalos de
recuperação (IR) entre as séries e entre as sessões de treinamento (3). Sendo
que o IR entre as séries é uma das variáveis mais importantes e pode ser
manipulada de acordo com a proposta de treinamento e reabilitação, de acordo
com as características individuais do praticante (4). Sabe-se que a duração
do IR pode influenciar o número de repetições das séries subseqüentes (19).

Porém, os estudos encontrados na literatura, que avaliaram os efeitos agudos
dos diferentes IR entre as séries do ER utilizaram homens jovens e idosos em
sua amostra (5-9). Estudos sugerem que mulheres jovens são capazes de
suportar um maior tempo sob tensão (10) e possuem maior resistência à fadiga
e tolerância ao esforço que os homens (11).



Portanto, além da carência de estudos, os resultados encontrados em homens podem não serem aplicados às mulheres, o que torna
necessária a realização de pesquisas específicas nessa população. Neste
sentido, o objetivo do presente estudo foi investigar os efeitos de três
diferentes IR entre as séries do exercício resistido sobre o número de
repetições em mulheres jovens treinadas.



MATERIAIS E MÉTODOS

Amostra: participaram do presente estudo 30 mulheres com idade entre 20 e 35
anos e experiência mínima de um ano no exercício resistido (ER). Nenhuma
participante demonstrou problemas osteomioarticulares
e praticavam ER, no mínimo, 3 vezes por semana.



Protocolo experimental: o experimento consistiu em executar três séries de SH
e LP com a carga do teste de 10RM e IR de um, dois ou três minutos. Os testes
experimentais foram realizados com intervalos de no mínimo 72 e no máximo de
96 horas. As repetições de cada série foram realizadas até a falha
concêntrica com cadência de aproximadamente um segundo na concêntrica e três
segundos na excêntrica. Durante os testes, as voluntárias foram motivadas a
realizarem o máximo de esforço.



RESULTADOS

1)
Dados descritivos das voluntárias (n = 30) e cargas do teste de
10RM (médias):



Idade: 26 anos; Massa corporal: 62,23kg; Estatura: 163 cm; Tempo de
experiência em ER: 25 meses; 10RM no supino horizontal: 25,83kg; 10RM no leg press: 99,67kg.



2) Média do número de repetições realizadas em cada série de supino
horizontal (SH) com os diferentes intervalos de recuperação:



              
1ª série        2ª
série         3ª série

1min       
10,03        
5,16*           3,63*

2min       
9,93          
5,90*,#        5,03*,#

3min       
10,16        
6,86*,#,+     5,30*,#

* p<0,05 vs série
anterior; # p< 0,05 vs 1 minuto;+ p<0,05 vs 2 minutos.



Foi verificada uma diminuição significativa (p < 0,05) no número de
repetições realizadas a cada série subseqüente em todos os IR. O número de
repetições realizadas na primeira série não demonstrou diferença
significativa (p > 0,05) entre os diferentes IR. No entanto, o número de
repetições realizadas na segunda série foi estatisticamente maior (p <
0,05) na medida em que o intervalo foi aumentado. Já na terceira série, não
foi demonstrada diferença significativa entre os IR com dois e três minutos.
Todavia, com um minuto, o número de repetições foi significativamente menor
(p < 0,05) do que com dois e três minutos.



3) Média do número de repetições realizadas em cada série de leg press 45º (LP) com os
diferentes intervalos de recuperação.



            1ª
série     2ª
série         3ª série

1min   
9,96       
5,13*           4,56*

2min     10,03     
6,20*,#        5,50*,#

3min   
9,90       
7,06*,#,+     5,76#

* p<0,05 vs série anterior;
# p< 0,05 vs 1 minuto;+
p<0,05 vs 2 minutos.



Foi verificada uma diminuição significativa (p < 0,05) no número de
repetições realizadas a cada série subseqüente com todos os IR. O número de
repetições realizadas na primeira série não demonstrou diferença
significativa (p > 0,05) com os diferentes IR. No entanto, o número de
repetições realizadas na segunda série foi estatisticamente maior (p <
0,05) na medida em que o intervalo foi aumentado. Já na terceira série, não
foi demonstrada diferença significativa entre os IR com dois e três minutos.
Todavia, com um minuto, o número de repetições foi significativamente menor
(p < 0,05) que com dois e três minutos.





DISCUSSÃO

Vários estudos investigaram os efeitos do IR entre as séries do ER inclusive
com diferentes intensidades de treinamento (5, 7).
Com relação ao IR utilizado no presente estudo, alguns autores sugerem que o
ER com intensidades de 8 a 12RM deva possuir um IR
entre as séries de um a três minutos (1, 12), porém, essa é uma questão que
ainda não está totalmente esclarecida. Como no presente estudo, Lima et al. (9) verificaram uma diminuição significativa no
número de repetições das séries subsequentes,
sugerindo que IR de um minuto e meio e dois minutos entre quatro séries de SH
com 70% de 1RM não foram suficientes para a completa recuperação dos
voluntários. Uma das primeiras investigações sobre IR foi publicada por Larson e Potteiger (13), na
qual avaliaram 15 homens treinados. Os testes consistiram em quatro séries de
agachamento até a exaustão com 85% de 10RM. Foi verificado que mesmo com três
minutos de IR não foi possível manter as repetições ao longo das séries. Willardson e Burkett (6)
avaliaram o efeito de três IR, iguais aos do presente estudo (1, 2 e 3 minutos). Todavia, as intensidades foram
diferentes (50% e 80% de 1RM). O número de repetições foi significativamente
menor a cada série subsequente nas duas
intensidades com os três IR. Richmond e Godard (15)
demonstraram que o número de repetições realizados por homens treinados, na
segunda série de SH com 75% de 1RM, foi significativamente menor que na
primeira com IR de um, dois e cinco minutos. Kraemer
(17) encontrou resultados diferentes ao avaliar atletas de futebol americano.
Os voluntários conseguiram realizar o mesmo número de repetições com carga de
10RM em três séries de SH e agachamento com três minutos de IR. Esses achados
talvez sejam explicados pelo nível de treinamento dos sujeitos. Contudo, ao
reduzirem o IR para um minuto, houve uma diminuição significativa do número de
repetições a cada série subseqüente. Ratamess et al. (4) avaliaram o volume (repetição x carga) em
cinco séries de dez repetições com 75% de 1RM (10REP) e cinco séries de cinc

o repetições com 85% de 1RM (5REP) no SH com diferentes IR (30 segundos; 1, 2, 3 e 5 minutos) em oito homens treinados. O volume
foi maior na medida em que o IR foi aumentado, nas duas intensidades.



A maioria dos estudos citados sugere que IR com 30 segundos
a cinco minutos dificultam
, ou até mesmo impossibilitam, que se
realize o mesmo número de repetições nas séries subseqüentes. Por outro lado,
ao comparar estímulos com curta duração (poucas repetições), os resultados
mostram-se diferentes. Weir et
al. (18) não encontraram diferença significativa na capacidade de homens
treinados repetirem o teste de 1RM no SH com IR de um, três, cinco e dez
minutos. Matuszac et al.
(19) também não encontraram diferença significativa na habilidade de repetir
o teste de 1RM no agachamento com IR de um, três e cinco minutos.



Ainda são escassas as informações sobre a fadiga durante o ER. No entanto,
algumas pesquisas tentam explicar as possíveis causas da queda de desempenho
ao longo das séries por meio do estudo da bioenergética e dos processos
ligados ao recrutamento das fibras musculares (4, 5,
6, 16, 21). Exercícios realizados com alta intensidade e curta duração (8 a
15 segundos) utilizam prioritariamente a via energética do sistema fosfagênio
(22). Essa teoria pode ser exemplificada pelos estudos de Weir
et al. (18) e Matuszak et al. (19), ao analisarem a capacidade de repetir o
teste de 1RM (duração média de seis segundos) no SH e no agachamento. Os
autores afirmaram que esse tipo de teste possui um baixo custo metabólico,
rápido reabastecimento de adenosina trifosfato (50% em 20 segundos), pouco
comprometimento dos estoques e alta capacidade de ressíntese
de creatina fosfato (50% em 30 segundos), o que
possibilitou repetir o teste com um minuto de IR, nos dois estudos. Quando a
série se prolonga por mais alguns segundos a

via energética predominante é a da glicólise
anaeróbia (22). Nesse caso, a elevação dos níveis de lactato
afeta as concentrações de K+, Na+, Ca2+, Mg++, Cl-2, bem como algumas proteínas e íons fosfatos devido à
queda do pH e acúmulo de H+, que é acompanhado por aumento de amônia (NH3) e fosfato inorgânico (Pi), contribuindo para maior
fadiga muscular (22).



Após uma série de dez repetições máximas, ocorre uma considerável queda nas
concentrações de creatina fosfato (CP) e grande
acúmulo de metabólitos, devido à via energética principal
ser advinda do sistema da glicólise anaeróbia, o
que interfere negativamente no mecanismo contrátil do músculo, dificultando a
produção de força (23). Neste exemplo, uma remoção considerável de lactato pode demorar de quatro a dez minutos (24, 25), e
a completa restauração da adenosina trifosfato
(ATP), três a cinco minutos, enquanto que a CP pode levar em média oito
minutos (25). Essa teoria é utilizada por diversos autores na tentativa de
explicar a queda do número de repetições das séries subsequentes
do ER com IR de 30 segundos a cinco minutos (4, 6).
Assim, se levarmos em consideração essas informações, os resultados do
presente estudo não poderiam ser diferentes. Os IR utilizados (1, 2 e 3 minutos) não foram longos o suficiente para
completa recuperação. No entanto, o acúmulo de lactato
e a queda nas concentrações de CP parecem não ser as principais causas da
fadiga durante o ER (26). Apesar de a acidose metabólica ser considerada uma
das principais causas da fadiga, a hipótese de que o lactato
cause a acidose não é totalmente aceita, principalmente devido a outros
fatores que influenciam as alterações das concentrações do H+, como: K+, Na+,
Ca2+, NH3 e Pi (27). Além
disso, MacDougall et al.
(26) verificaram que três minutos de IR foram suficientes para a completa
restauração dos níveis de CP, após 11-13 repetições de flexão de cotovelo com
80% de 1RM, pois, ao final de uma ou três séries, os níveis de CP não
apresentavam diferença significativa. Diversamente, os mesmos autores
concluíram que três minutos não foram suficiente
para a remoção satisfatória de lactato, gerando
elevadas concentrações de H+ e diminuição significativa do glicogênio
muscular, o que pode ter contribuído para a queda do número de repetições ao
longo de três séries, isto é, a musculatura iniciou a série subsequente pré-fadigada. Alguns autores relatam que as
concentrações de H+ (que interferem no Ca2+) e a
queda do pH sejam os principais causadores da fadiga durante exercícios que
utilizam o sistema da glicólise anaeróbia como
principal fonte de energia (6, 14, 26).



Com relação ao comportamento das fibras musculares, sabe-se que ao executar
uma série de ER com intensidade próxima da máxima, as fibras de contração
lenta (vermelhas) são recrutadas em primeiro lugar. Na medida em que o
exercício requer maior quantidade de força, as fibras de contração rápida
(brancas) vão sendo progressivamente recrutadas. Em outras palavras, quanto
maior a intensidade, maior a participação das fibras tipo II (21). Esse
fenômeno é conhecido como princípio do tamanho para ordem de recrutamento das
fibras musculares. Além disso, as fibras tipo II possuem uma maior
dependência da glicólise anaeróbia para produção de
energia. Nesse sentido, acumulam uma maior quantidade de lactato,
resultando em queda do pH e, consequentemente,
aumento nas concentrações de H+ (24). MacDogall et al. (26) verificaram, em três séries de flexão de
cotovelo com 80% de 1RM e três minutos de IR, que as fibras tipo II
apresentavam maior concentração de lactato, maior
depleção de fosfato e baixa taxa de ressíntese de
CP, comparadas às fibras tipo I, isto é, as fibras tipo II são mais
fadigáveis.



Nesse sentido, se a duração do IR não for suficiente, a série subsequente será iniciada com a musculatura pré-fadigada,
ocasionando mudança no padrão de recrutamento, o que acarretará em uma maior
dependência das fibras tipo I e, consequentemente,
redução na capacidade de gerar força (4). Kraemer e
Hakkinen (28) recomendam descansos longos entre as
séries, para que haja uma melhor recuperação do sistema nervoso e energético,
o que possibilitará ativar uma quantidade de unidades motoras suficientes e
capazes de suportarem a mesma carga e manter o volume nas séries subsequentes. Tendo em vista que o protocolo utilizado
neste estudo exigiu, prioritariamente, a fonte energética da glicólise anaeróbia, grande participação das fibras tipo
II pode-se sugerir que esses fatores contribuíram para diminuição do número
de repetições nas séries subsequentes devido aos IR
não serem suficiente para completa recuperação muscular.


CONCLUSÃO

Conclui-se, portanto, que não foi possível manter o número de repetições ao
longo de três séries de SH e LP com IR de um, dois e três minutos, indicando
que os IR não foram suficientes para completa recuperação. O número total de
repetições aumentou à medida que o IR foi aumentado e não demonstrou
diferença entre os exercícios. Dessa forma, a adoção de protocolos com IR curtos parece não ser uma estratégia interessante,
quando o objetivo é ganhar força muscular e realizar um maior volume de
treinamento. Sugere-se, para futuras investigações, que outros protocolos com
diferentes IR e exercícios sejam testados e comparados entre diferentes
populações.







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